segunda-feira, 14 de março de 2011

SOLIDÁRIO

Sabe,num daqueles dias bem frios
em que você, por força desconhecida,
compelido pela ausência dos brios,
auscuta os pulmões do sentido da vida?

Mesmo que sua resposta seja do tipo:
-Ai meu Deus, que insano amigo!-
deixa seu ser, do amor de ágape nutrido ,
dar-me pelo menos um olho de abrigo.

E ,se em palavras escovadas, te insisto
em ouvir o que o silêncio em mim grita,
da alma solidária universal, eu me visto,
esperando a caridade de quem me fita.

Também não te entendo,meu prezado;
Porém, me dou inteiro ao que me dizem.
Passaria segundos eternos aí do eu lado;
Assim posto , vivo , as coisas que te afligem.

Sérgio Brandão, 10.03.11

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